Idoso: Como Ele é Visto Pela Sociedade?

Velho é o outro? O adulto de hoje será o idoso de amanhã!

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Olá! Sou enfermeira, me chamo Ana Cristina dos Santos Silva, sou mestre em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia.

É com imenso prazer que eu estou aqui, no espaço proporcionado pelo AMA Consultoria, para falar um pouco a respeito dos idosos, e de como eles estão vivendo este momento de suas vidas, independente de possuírem ou não limitações.

Entretanto, é com enorme pesar que vejo que muitos destes idosos continuam sendo excluídos, tanto pelas próprias famílias, quanto pela sociedade, e sem que as Políticas Públicas adotem posições mais propositivas no sentido de mudar essa triste realidade.

Pensando nisso, eu trago neste breve artigo minha visão sobre a situação dos idosos na sociedade em que vivemos. Boa leitura!

O Idoso e a Maneira Como Ele é Visto Pela Nossa Sociedade

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Distante de considerar o idoso como um cidadão, a sociedade trata esse idoso como um incapaz, um incômodo que atrasa a saída do ônibus, o atendimento nos órgãos públicos…

Há falta de respeito não só pela sua idade mais avançada, mas também a seus valores e a sua experiência de vida. Assim é que o idoso acaba se retraindo diante das demais gerações, se acomodando à situação atual que lhe é reservada, ainda que sofrendo os efeitos dessa sua mudança de status na família e na sociedade, se tornando cada vez mais dependente de seus familiares ou cuidadores.

Os órgãos públicos obtiveram avanços importantes nas últimas décadas com melhorias da saúde pública, do saneamento básico, com atendimento voltado para algumas dessas demandas, mas ainda está longe de encaminhar as questões básicas relacionadas às necessidades ou exigências do idoso.

A expectativa de vida tenha aumentado, e a longevidade vem sendo constatada como um fenômeno crescente, entretanto, os idosos precisam ganhar qualidade de vida, um bem-estar garantido em sua velhice. Não é novidade que faltam preparação e orientação, por exemplo, a cuidadores de idosos, sendo eles profissionais ou familiares.

É preciso, acima de tudo, cuidar, para que não ocorra a exclusão do idoso, tanto por parte da família, quanto do meio social a que pertence esse idoso, com ou sem comprometimentos físicos ou mentais.

Como se pode entender o envelhecimento em uma concepção mais humanística, mais holística?

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O envelhecimento é um processo natural que afeta todo o ser humano. Existir, ter vida, é envelhecer. Daí que vida e envelhecimento estejam irremediavelmente atrelados.

Na maior parte das vezes, as pessoas somente se apercebem de que estão envelhecendo quando entram na velhice, ou seja, quando passam dos 60 anos e as marcas características da velhice se lhes aparecem, como a pele que passa a ganhar rugas, os cabelos que ficam embranquecidos, a perda progressiva da visão e da audição, os órgãos internos passam a não funcionar tão bem etc.

As ações que concernem à atuação da Enfermagem Gerontológica são as de favorecer à população a compreensão das mudanças decorrentes do processo de envelhecimento e da velhice, facilitar, com suas ações preventivas e esclarecedoras, a vivência cotidiana com qualidade de vida às pessoas em geral, bem como promover as adaptações necessárias para o bem-estar de idosos fragilizados ou dependentes.

Por que o país está envelhecendo?

O envelhecimento populacional se deve à transição demográfica com a queda da mortalidade e a diminuição da taxa de fecundidade, possibilitando, na atualidade, novas expectativas de vida para o ser humano.

É preciso que todos os cidadãos exijam que as políticas públicas passem a garantir-lhes, especialmente aos idosos, sua dignidade, ao fazer a defesa dos seus direitos fundamentais. (FORTES 2004. p. 51)

Vivemos, pois, o “século do envelhecimento”, conforme salienta Kalache (2012).

Dada essa configuração, há por parte da Enfermagem, campo em que atuo, e de outros profissionais da área da saúde, uma preocupação com os grandes desafios que o envelhecimento populacional traz, e trará, em nível progressivamente mais agudizado.

A mudança de extensão da faixa etária mundial é resultado da melhoria das condições de vida da população e do acesso à saúde pública. Muitos países já experimentaram o envelhecimento populacional e prevê-se que, nas próximas décadas, tal fato constituirá a realidade demográfica dos países em desenvolvimento, caso do Brasil, que está deixando de ser um país jovem.

O envelhecimento humano representa, pois, grandes desafios em função das demandas que exigem o tratamento adequado ao segmento idoso, por parte não só de profissionais da saúde, mas também daqueles concernidos com o estabelecimento de políticas sociais.

Enfim…

Precisamos olhar para as pessoas mais velhas com respeito e empatia, pois eles são as pessoas que pavimentaram o caminho para chegarmos até aqui. O mínimo que merecem é o respeito e compreensão da nossa parte.

Nós, profissionais da saúde e a população de forma geral, precisamos abrir os olhos e enxergar que o que está acontecendo com os idosos de hoje acontecerá com a gente também.

Tenho certeza de que você não gostaria de ser maltratado e esquecido. Não é mesmo?

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Até mais!

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